Cooperativa de crédito em Goiás adota ERP aberto e corta custos
Uma cooperativa de 1.200 associados trocou sistema fechado por ERP aberto. A economia pagou a migração em quatro meses.
Base Comunitária
Tecnologia e dinheiro contados pela comunidade
Somos um periódico comunitário. Cobrimos tecnologia, renda e impacto social no Brasil a partir de quem vive o problema — não a partir do gabinete. Toda reportagem começa numa conversa de comunidade.
Não cobramos do leitor e não publicamos pauta paga. Somos mantidos por um coletivo de repórteres e por pequenas parcerias declaradas.
Se a sua comunidade vive uma história de tecnologia, cooperativa ou renda, conte para a gente. A gente escuta, visita quando dá e publica com crédito a quem autorizou.
Escreva para [email protected]. Pauta de comunidade tem prioridade na nossa resposta.
Uma cooperativa de 1.200 associados trocou sistema fechado por ERP aberto. A economia pagou a migração em quatro meses.
Com planilha simples e voluntários de bairro, grupos montaram base de preços que ajuda famílias a escolher onde comprar.
Antigos pontos de inclusão digital reaproveitam estrutura para cursos curtos que geram renda no próprio bairro.
Planilha aberta, ERP comunitário, app de feira: quando a comunidade adota uma ferramenta, a gente documenta o processo — não só o resultado. Nesta semana, três leitores de Fortaleza mandaram versões diferentes da mesma planilha de preços. Publicamos a que mais gente consegue manter sozinha.
A regra é simples: se você usa no dia a dia e topa explicar, pode virar coluna. Sem patrocínio disfarçado.
Tecnologia só importa quando muda o bolso. Por isso perguntamos sempre: quanto entrou, quanto saiu, quanto tempo levou? Na cooperativa de Goiás, a resposta foi quatro meses para pagar a migração. Nos telecentros baianos, foi seis semanas para o primeiro curso gerar renda.
Número sem contexto a gente não publica. Contexto sem número a gente pede de volta.
A Base Comunitária não nasceu em incubadora nem em pitch deck. Nasceu de conversa entre repórteres que cansaram de ouvir “inovação” sem ver quem paga a conta. Nosso combinado: toda matéria passa pela comunidade retratada antes de ir ao ar. Se alguém não se reconhece, a gente reescreve.
Juliana Santos cuida da edição e da conversa com as comunidades. André Lima vai ao campo — dorme onde convidam, almoça com quem entrevista. Juntos, fechamos esta edição com três histórias de três regiões: Centro-Oeste, Nordeste e interior da Bahia.
Mantemos o periódico com coletivo de repórteres e parcerias declaradas. Não vendemos pauta. Quando há apoio a uma série, aparece selo no topo — nunca misturado na reportagem.
Quer sugerir história da sua região? Escreva com o máximo de detalhe que tiver: lugar, pessoas, o que mudou. A gente responde em até cinco dias úteis.
Nesta semana também recebemos relatos de cooperativas no Paraná e de grupos de feira em Recife. Parte vira matéria; parte vira nota curta na próxima edição. O critério é o mesmo: a história precisa mostrar mudança concreta na renda ou na organização da comunidade — não só intenção bonita no slide.
Obrigado por ler em coletivo. A próxima edição sai na sexta.